Muitos me perguntam sobre a melhor ração, o melhor xarope, a melhor técnica de alimentação para abelhas nativas. E se eu lhes dissesse que a lição mais valiosa que aprendi sobre produção comercial veio de um projeto onde fomos forçados a não alimentar? Deixem-me contar uma história que mudou minha carreira e minha visão sobre a meliponicultura. O Desespero: Um Projeto fadado ao Fracasso Algum tempo atrás, eu estava no nordeste do Maranhão como coordenador do Projeto Abelhas Nativas . O cenário era um grande plantio de eucalipto de 45.000 hectares, e nossa missão era capacitar os produtores locais para a produção comercial de mel da nossa fantástica Tiúba, a Melipona fasciculata . Cheguei com o manual técnico debaixo do braço: caixas racionais, manejo, e, claro, um protocolo de alimentação suplementar. Era óbvio para mim que, para as colônias atravessarem o "inverno" (a estação chuvosa, de escassez de flora) e terem força para a produção, precisaríamos alimentá-las. Foi aí q...
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